Uso excessivo de telas
A tecnologia e a internet são partes importantes da vida dos estudantes. Elas são essenciais para muitas atividades, como conversar com amigos e aprender.
No entanto, é importante usar a tecnologia de maneira saudável. Muitos estudantes passam muito tempo todos os dias usando telas para jogar, conversar com amigos(as), fazer tarefas escolares ou navegar nas redes sociais.
Embora isso possa ser útil, o uso excessivo de telas pode causar problemas. Pode afetar a vida diária do(a) estudante, prejudicar o desempenho escolar e dificultar o aprendizado.
O segredo é aproveitar os benefícios da tecnologia, mantendo o tempo de tela em níveis saudáveis.
A escola pode atuar não só como espaço de aprendizado, mas também como lugar de promoção de hábitos digitais conscientes e saudáveis.
O que é um uso esperado de telas?
Hoje em dia, quase todos têm acesso às telas de alguma forma. Seja na sala de aula, em casa ou em espaços de aprendizagem online, a tecnologia é uma ferramenta cada vez mais presente no ambiente educacional.
Estudantes usam dispositivos para estudar, pesquisar, se comunicar e realizar atividades interativas. O uso de telas se tornou uma parte essencial do processo educacional, mas é fundamental utilizá-las de maneira equilibrada e com propósito, para garantir que elas sejam ferramentas de aprendizado e não uma distração.
Um uso esperado de telas na educação é aquele que é planejado, com objetivos claros, e alinhado com as necessidades dos estudantes. As telas devem ser usadas de forma a complementar o aprendizado e não substituí-lo, promovendo a aprendizagem ativa e o desenvolvimento de habilidades críticas.
A tecnologia na educação pode ser uma aliada poderosa, desde que seja aplicada de forma consciente e supervisada.
Abaixo estão algumas recomendações gerais para o uso de telas na sala de aula e em casa:
- Para crianças pequenas (de 2 a 5 anos): O uso de telas deve ser supervisionado e limitado a atividades educativas, como aplicativos de aprendizado e vídeos curtos relacionados ao conteúdo. Deve-se evitar o uso de telas para entretenimento passivo, como assistir a programas por longos períodos. Idealmente, o uso de dispositivos deve ser inferior a uma hora por dia.
- Para crianças mais velhas e adolescentes (de 6 a 18 anos): O uso de telas pode ser mais frequente, principalmente para atividades acadêmicas, como pesquisas, videoconferências, trabalhos de casa e aprendizado interativo. É importante garantir que o tempo de tela seja balanceado com atividades físicas, sociais e de desconexão para evitar sobrecarga.
Educadores devem observar se os(as) estudantes conseguem alternar entre atividades digitais e presenciais, se participam de interações sociais e se cumprem tarefas acadêmicas.
Quando devo me preocupar?
Muitos adultos se preocupam com o uso excessivo de telas pelos(as) alunos(as). O quanto é demais depende da idade do(a) aluno(a), do motivo pelo qual ele(a) está usando o dispositivo (para tarefas escolares ou diversão) e das suas necessidades individuais.
Aqui estão alguns sinais de que um(a) aluno(a) pode ter um problema com o uso excessivo de telas:
- Interferência nas atividades diárias. O uso de telas que atrapalha o preparo para a escola ou a realização de tarefas escolares.
- Perda de sono. O tempo de tela reduzindo o sono, fazendo o(a) aluno(a) dormir mais tarde ou ficar cansado(a) e sonolento(a) durante as aulas.
- Problemas comportamentais. Ficar agressivo(a), irritado(a) ou frustrado(a) quando solicitado a reduzir o tempo de tela ou o uso da tecnologia.
- Problemas emocionais. Sentir-se triste, isolado(a) ou nervoso(a) quando está offline, ou sempre querendo voltar para o online.
- Problemas sociais. Usar as telas em vez de participar de atividades com outros colegas.
- Perda de interesse em outras atividades. Perder o interesse por hobbies ou atividades extracurriculares, como esportes, artes ou eventos sociais.
- Problemas físicos. Sentir dores de cabeça, nas costas, nas articulações, vista cansada, síndrome do túnel do carpo, náuseas ou problemas estomacais. Ganho de peso devido à diminuição da atividade física.
- Negligência das necessidades básicas. Passar muito tempo nas telas sem comer ou usar o banheiro.
Além disso, interações digitais problemáticas, como cyberbullying, consumo de conteúdo impróprio ou excesso de jogos, indicam necessidade de intervenção imediata.
O que posso fazer para ajudar?
A escola fazer várias coisas para ajudar os alunos que usam as telas em excesso durante as aulas:
- Seja um modelo de uso saudável de telas: Limite o seu próprio uso de telas na sala de aula e durante as atividades escolares.
- Estabeleça regras claras para a sala de aula: Crie e comunique diretrizes claras para o uso de telas na sala de aula, incluindo consequências para quem descumprir as regras. Envolva os(as) alunos(as) no desenvolvimento dessas regras.
- Comunique-se com os cuidadores: Informe os cuidadores sobre suas preocupações com o uso excessivo de telas do(a) aluno(a) e trabalhe junto com eles para desenvolver estratégias para gerenciar o tempo de tela em casa e na escola.
- Promova atividades envolventes: Ofereça uma variedade de atividades na sala de aula que não envolvam telas, incentivando os alunos a se concentrar no aprendizado offline e nas interações pessoais.
- Dialogue sobre os conteúdos e experiências online: converse com a turma sobre riscos e benefícios do uso da tecnologia e reforce que limites contribuem para hábitos saudáveis.
- Incentive pausas e atividade física: Incorpore pausas regulares e atividades físicas durante o dia escolar para reduzir o tempo de tela e promover o bem-estar dos(as) alunos(as).
O objetivo escolar é colaborar junto com a família para que o(a) estudante desenvolva hábitos digitais equilibrados e preserve o bem-estar físico, emocional e social.
Que tipo de apoio profissional posso buscar?
Embora educadores não possam buscar apoio profissional para os(as) estudantes, é fundamental que eles saibam como orientar os cuidadores.
Comece conversando com a família da criança ou do(a) adolescente sobre o uso excessivo de telas. Explique com calma e paciência o que observa no(a) estudante.
Você pode recomendar que ele(a) seja encaminhado(a) ao pediatra ou médico de família. Esses profissionais podem orientar os primeiros passos e, se necessário, encaminhá-lo para um(a) especialista em saúde mental, como um(a) psicólogo(a) ou psiquiatra infantil.
Eles podem ajudar crianças e adolescentes a lidar com dependência digital, ansiedade ou dificuldades emocionais associadas ao uso excessivo de telas.
É possível também buscar atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O cuidado pode começar na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência familiar, onde a equipe de saúde pode fazer o primeiro acolhimento e encaminhar para serviços especializados, se necessário.
Outras formas de atendimento também estão disponíveis em:
- Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS i): oferecem atendimento contínuo e especializado para crianças e adolescentes com sofrimento psíquico mais intenso.
- Centros de Especialidades Médicas e Psicossociais: presentes em algumas cidades, com equipes multiprofissionais.
- Ambulatórios de hospitais universitários ou regionais: muitas vezes oferecem atendimento psicológico e psiquiátrico gratuito.
Profissionais de saúde mental podem ajudar tanto a criança quanto os cuidadores. Eles irão avaliar o impacto do uso excessivo de telas e ajudar a encontrar soluções para um uso mais saudável.
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