Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

É esperado que crianças e adolescentes fiquem assustados após vivenciarem algo assustador. Elas podem ter pesadelos, apresentar alterações emocionais sem causa aparente ou querer dormir próximas a um cuidador à noite. Esse medo pode durar uma semana ou mais. No entanto, se a criança ou adolescente continuar apresentando dificuldades após um mês do evento traumático, pode estar desenvolvendo um transtorno mais sério: o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).

O TEPT é um transtorno mental que pode afetar crianças e adolescentes expostos a experiências muito assustadoras, traumáticas ou com risco de vida, como violência, abuso, desastres climáticos ou acidentes graves. A criança ou adolescente não precisa necessariamente ter vivenciado o evento diretamente, pois o transtorno também pode surgir após testemunhar algo traumático acontecendo com alguém próximo ou até ao ouvir sobre o evento.

Crianças com TEPT apresentam ansiedade intensa, que pode se manifestar de diversas formas: irritabilidade, crises de raiva, dificuldades de concentração, problemas para dormir, pesadelos, sentimentos de culpa ou afastamento emocional. Podem evitar lugares ou situações que remetam ao trauma ou ter flashbacks do evento.

As reações a eventos traumáticos variam entre crianças. Nem todas vivências assustadoras serão percebidas como traumáticas. A forma como o TEPT se manifesta também varia conforme a idade: crianças pequenas podem não conseguir expressar como se sentem, enquanto as maiores podem demonstrar preocupação com justiça, questionar por que o trauma aconteceu ou sentir raiva em relação a ele.

Quais são os sintomas de TEPT?

O TEPT ocorre após exposição a lesão grave real ou ameaçada, violência física ou sexual, ou ameaça de morte, incluindo:

  • Vivência direta de um evento traumático
  • Testemunhar um evento traumático acontecendo com outra pessoa
  • Saber que um evento traumático ocorreu com um familiar próximo ou amigo íntimo
  • Exposição intensa ou repetida a detalhes angustiantes de eventos traumáticos (apenas a partir dos 7 anos)

Crianças e adolescentes com TEPT podem apresentar uma variedade de sintomas. Alguns podem ser mais visíveis para cuidadores e professores; outros, mais sutis.

Sintomas principais de TEPT (crianças até 6 anos)

Um ou mais dos seguintes, após o evento traumático:

  • Memórias recorrentes, involuntárias e intrusivas do evento traumático, inclusive por meio de brincadeiras repetitivas
  • Pesadelos recorrentes relacionados ao trauma
  • Flashbacks com a sensação de reviver o evento
  • Sofrimento intenso ou prolongado após exposição a gatilhos (inclusive memórias) relacionados ao trauma
  • Reações físicas intensas a esses gatilhos

Evitação persistente ou alterações negativas nos pensamentos e sentimentos sobre o evento traumático:

  • Esforços para evitar memórias, pensamentos ou sentimentos relacionados ao trauma
  • Esforços para evitar lembretes (pessoas, lugares, objetos, atividades) do evento
  • Emoções negativas persistentes (medo, horror, raiva, culpa, vergonha)
  • Menor interesse ou participação em atividades
  • Comportamento socialmente retraído
  • Redução persistente na expressão de emoções positivas (como alegria, satisfação, amor)

Alterações na reatividade relacionadas ao trauma:

  • Comportamento irritável ou explosões de raiva
  • Comportamento vigilante ou em alerta
  • Respostas exageradas a surpresas
  • Dificuldade de concentração
  • Problemas de sono

Sintomas principais de TEPT (a partir dos 7 anos)

Um ou mais dos seguintes, surgindo após o evento traumático:

  • Memórias recorrentes, involuntárias e intrusivas do evento traumático, inclusive por meio de brincadeiras repetitivas
  • Pesadelos recorrentes relacionados ao evento traumático
  • Flashbacks com a sensação de reviver o evento
  • Sofrimento intenso ou duradouro após exposição a gatilhos (inclusive memórias) relacionados ao trauma
  • Reações físicas intensas (por exemplo, batimentos cardíacos acelerados, respiração rápida, suor, boca seca) diante de gatilhos (inclusive memórias) do evento traumático

Evitação persistente de estímulos relacionados ao evento traumático:

  • Esforços para evitar memórias, pensamentos ou sentimentos associados ao trauma
  • Esforços para evitar lembretes (pessoas, lugares, objetos, atividades) relacionados ao evento traumático

Alterações negativas nos pensamentos ou sentimentos sobre o trauma:

  • Dificuldade para lembrar partes importantes do evento
  • Crenças negativas e exageradas sobre si mesmo
  • Pensamentos distorcidos e persistentes sobre causas ou consequências do trauma, incluindo culpa
  • Emoções negativas persistentes (por exemplo, medo, horror, raiva, culpa, vergonha)
  • Redução no interesse ou envolvimento em atividades
  • Sensação de distanciamento ou estranhamento em relação aos outros
  • Incapacidade persistente de sentir emoções positivas (como alegria, satisfação, afeto)

Alterações na reatividade associadas ao trauma:

  • Comportamento irritável ou explosões de raiva
  • Comportamento imprudente ou autodestrutivo
  • Hipervigilância
  • Resposta exagerada ao susto
  • Dificuldades de concentração
  • Problemas de sono

Como o TEPT é diagnosticado?

Um(a) psiquiatra da infância e adolescência pode diagnosticar TEPT após verificar que os pensamentos ou sentimentos da criança estão ligados a um evento específico, que ela tem dificuldade de controlar essas reações, que os sintomas duram há pelo menos um mês e que causam sofrimento significativo ou prejuízo em áreas da vida cotidiana (como relações sociais, familiares ou escolares).

O psiquiatra pode avaliar a criança ou adolescente e seu cuidador(a) para entender melhor o quadro. Muitos profissionais também usam questionários sobre comportamento e emoções para auxiliar no diagnóstico. O(a) profissional também procurará descartar outras possíveis causas para os sintomas.

Fatos sobre o TEPT

Prevalência mundial: As taxas variam, mas estima-se que 3,9% da população mundial tenha TEPT. Entre aqueles que passaram por trauma, a frequência sobe para 5,6%. Entre refugiados e solicitantes de asilo, chega a 22,71%.

Impacto da condição no Brasil: Faltam dados nacionalmente representativos de prevalência de TEPT em crianças e adolescentes no Brasil. Estudos de abrangência local encontraram prevalências variadas, de 0.1% a 0,3% nessa faixa etária.

Proporção entre os sexos: Mulheres têm cerca de duas vezes mais chance de serem diagnosticadas com TEPT do que homens (relação de 2:1).

Idade mais comum de início: A idade de pico para início do TEPT é de aproximadamente 15,5 anos.

Proporção de casos antes dos 18 anos: Estudos mostram que 27,6% das pessoas com TEPT recebem o diagnóstico antes dos 18 anos.

Quais são os fatores associados ao TEPT?

Alguns fatores comumente ligados ao TEPT:

  • Fatores genéticos e familiares: Provavelmente uma combinação de múltiplos genes em interação com o ambiente.
  • Fatores ambientais: Como baixa condição socioeconômica, menor escolaridade familiar, exposição prévia a traumas, disfunção familiar e separação ou morte dos pais.
  • Temperamento da criança: Como irritabilidade crônica e comportamentos opositores.
  • Durante o evento traumático: Gravidade do trauma, percepção de ameaça à vida e ferimentos pessoais.
  • Após o evento traumático: Exposição a lembranças perturbadoras, novos eventos negativos, dificuldades financeiras, migração forçada e discriminação racial ou étnica.

Quais transtornos podem ocorrer junto com o TEPT?

Embora cada criança ou adolescente seja diferente, aqueles com diagnóstico de TEPT podem também apresentar depressão, transtorno bipolar, ansiedade ou transtornos relacionados ao uso de substâncias.

Como o TEPT é tratado?

O principal tratamento para o TEPT em crianças e adolescentes é a psicoterapia. Os quatro tipos de psicoterapia mais bem sustentados por evidências para crianças com TEPT são: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Terapia Cognitivo-Comportamental Focada no Trauma (TF-CBT), Terapia de Exposição Prolongada (PE) e Terapia de Processamento Cognitivo (CPT).

A TCC ensina a criança a lidar com o medo. Nessa abordagem, a criança não fala diretamente sobre o evento traumático, mas aprende habilidades para lidar com sentimentos difíceis. A psicoterapia para TEPT quase sempre inclui um dos pais ou outro cuidador que seja responsável pela criança.

A TF-CBT é um tratamento mais completo e, atualmente, considerado o padrão-ouro para crianças e adolescentes com TEPT. A TF-CBT tem várias etapas, começando por ensinar à criança e aos seus cuidadores o que é um trauma e como ele pode se manifestar. Em seguida, ajuda a criança a aprender estratégias para lidar com os sintomas. Depois de construir essa base de habilidades, o tratamento avança para a etapa em que a criança fala sobre o trauma com o máximo de detalhes possível. Parte desse processo envolve a criação de uma “narrativa do trauma” — frequentemente uma história escrita que o terapeuta ajuda a criança a construir, mas que também pode ser feita com desenhos, quadrinhos ou apresentações de slides, como em PowerPoint. Ao pensar e falar sobre o que aconteceu em um espaço calmo e seguro, a criança aprende que, quanto mais ela enfrenta e fala sobre a lembrança traumática, menos assustadora essa lembrança se torna. Isso a ajuda a ter mais controle sobre suas emoções quando essas lembranças surgem.

A PE é mais indicada para adolescentes do que para crianças mais novas. Esse tratamento foi desenvolvido para ajudar a pessoa a parar de evitar pensar sobre a experiência traumática ou os gatilhos relacionados. Em vez disso, o terapeuta a ajuda a enfrentar a lembrança do trauma de forma deliberada, contando repetidamente o que aconteceu, criando uma lista das coisas que a pessoa tem evitado por associarem-se ao trauma e, aos poucos, encorajando-a a se reaproximar dessas situações.

A CPT é outro tratamento usado com adolescentes mais velhos, que também envolve conversar sobre o que aconteceu, mas com foco em identificar como o trauma alterou suas crenças. Após um trauma, é comum que as pessoas desenvolvam novas formas de pensar, ou modifiquem suas crenças anteriores, para tentar dar sentido ao que ocorreu. No entanto, muitas vezes acabam presas a essas interpretações, o que pode dificultar a recuperação. Na CPT, o terapeuta ajuda o adolescente a examinar essas crenças, conversando sobre o que é verdade e o que não é, com o objetivo de desenvolver uma visão mais saudável sobre o ocorrido e seguir em frente.

Embora não haja muitas evidências de que medicamentos provoquem melhorias significativas nos sintomas de TEPT em crianças e adolescentes, alguns pacientes, especialmente aqueles que também apresentam sintomas de ansiedade ou depressão associados ao TEPT, podem se beneficiar do uso de determinados antidepressivos chamados inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs). Os medicamentos podem causar efeitos colaterais, mas são seguros para crianças quando usados com acompanhamento médico adequado. A criança ou adolescente que estiver tomando esses medicamentos deve consultar o(a) médico(a) com regularidade, especialmente quando há alterações na dosagem.

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Clinical description, symptoms, and diagnostic information

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