Uso excessivo de telas
A tecnologia e o uso da internet fazem parte da nossa vida. Muitos de nós passamos muito tempo todos os dias usando telas: navegando na internet, postando nas redes sociais, conversando, fazendo tarefas escolares ou jogando videogames.
Passar tempo em celulares, tablets, videogames ou redes sociais é super comum, mas quando isso começa a atrapalhar sua rotina, pode virar um problema.
Embora a tecnologia tenha muitos benefícios, o uso excessivo de telas pode prejudicar os estudos, sono, atividades físicas, amizades e momentos com a família.
Às vezes, usamos as telas para distração, relaxar ou fugir do estresse, mas se elas se tornam a principal forma de lidar com sentimentos, isso pode gerar ansiedade, irritação ou isolamento, e aí deixa de ser algo positivo.
É importante reconhecer se estamos usando as telas demais. Você não precisa cortar tudo de uma vez, pequenas mudanças já fazem diferença.
O segredo é aproveitar as partes boas da tecnologia enquanto evitamos danos, estabelecendo limites.
O que é um uso esperado de telas?
Hoje em dia, quase todos nós usamos telas em algum momento do nosso dia, seja para conversar com os amigos, fazer pesquisas para a escola, jogar ou até aprender algo novo. A tecnologia está em todos os lugares e faz parte da vida cotidiana.
É totalmente natural usar telas para estudar, jogar, assistir vídeos ou se comunicar com amigos(as). O esperado é conseguir equilibrar essas atividades com outras partes da vida, como sono, alimentação, escola, esportes, hobbies e momentos com família e amigos(as).
Usar telas pode ser uma ótima maneira de se conectar com os outros, aprender e se divertir. Mas é preciso ter cuidado, porque o uso excessivo de telas pode afetar outras áreas da vida, como a saúde mental.
O segredo está em aproveitar as vantagens da tecnologia, mas sempre com limites e consciência. O objetivo é que você consiga se divertir online sem prejudicar o resto da sua rotina.
Quando devo me preocupar?
Quase todo mundo já ouviu falar sobre os problemas do uso excessivo de telas. Mas como saber o quanto é demais?
Depende de fatores como nossa idade, o motivo pelo qual estamos usando a tecnologia (para tarefas escolares ou jogos/redes sociais) e nossas necessidades pessoais.
Aqui estão alguns sinais de possíveis problemas:
- Interferência nas atividades diárias: O uso de telas impede que você faça coisas como se preparar para a escola ou fazer a lição de casa.
- Perda de sono: As telas fazem você dormir menos, dormir tarde ou se sentir cansado(a) e sonolento(a) durante o dia.
- Problemas comportamentais: Você fica irritado(a) quando alguém tenta limitar seu tempo de tela.
- Problemas emocionais: Você se sente triste, ansioso(a) ou nervoso(a) quando não está online.
- Problemas sociais: Você usa telas em vez de conversar com as pessoas pessoalmente.
- Perda de interesse em outras atividades: Você perde o interesse por hobbies como esportes ou arte.
- Problemas físicos: Você sente dores de cabeça, nas costas, dor de estômago, a vista cansada ou ganha peso.
- Ignorar necessidades básicas: Você passa tanto tempo nas telas que esquece de comer ou usar o banheiro.
Esses sinais apontam que provavelmente você está usando telas demais durante o seu dia.
O que posso fazer se eu estiver usando telas em excesso?
Mudar os hábitos de uso de telas pode ser difícil, mesmo quando sabemos que não são bons para nós.
Aqui estão algumas dicas:
- Monitore seu tempo de tela: Preste atenção em quanto tempo você passa nas telas todos os dias. Contabilize isso de modo realista.
- Estabeleça uma meta: Decida quanto tempo de tela você quer e reduza isso gradualmente. Por exemplo, usar o celular durante 1h pela manhã e 1h pela tarde.
- Crie um cronograma: Planeje quando e por que você usará as telas. É importante que o uso tenha um objetivo, e que não seja apenas para “passar o tempo”.
- Mantenha os dispositivos fora de vista: Coloque-os de lado ou em outro cômodo quando precisar se concentrar em outras coisas.
- Remova os dispositivos do quarto: Desligue as telas uma hora antes de dormir e torne os quartos “zonas sem telas”. Fazer isso irá melhorar bastante a qualidade do seu sono.
- Experimente outras atividades: Passe tempo ao ar livre, faça atividades sociais ou saia com os amigos. O contato pessoalmente também pode ser tão legal quanto online!
- Mantenha-se ativo(a): Exercite-se, coma bem e faça coisas divertidas para te distrair das telas.
E olha, não precisa se culpar pelo tempo que passa online. Pequenas mudanças já podem fazer diferença na sua rotina e no seu bem-estar.
Não se cobre tanto, vá no seu ritmo! Mas lembre-se que cada passo que você dá para equilibrar o tempo de tela conta.
Que tipo de apoio profissional posso buscar?
É natural se sentir envergonhado(a) ou culpado(a) por ter dificuldades com o uso de telas. Mas a ajuda está disponível.
Você também pode dividir sua dificuldade com um(a) profissional da sua escola, ou um(a) médico(a), como um(a) pediatra, clínico(a) geral ou o(a) profissional da Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.
Esse(a) profissional vai te escutar, entender o que está acontecendo e te ajudar com as dificuldades emocionais associadas ao uso excessivo de telas.
Se necessário, eles irão encaminhar você para um(a) psicólogo(a) ou psiquiatra, que são especialistas em saúde mental.
No SUS (Sistema Único de Saúde), você tem acesso gratuito a esses cuidados em locais como:
- Unidades Básicas de Saúde (UBS): ponto de partida para receber orientações e encaminhamentos.
- Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS i): serviços especializados para adolescentes que precisam de mais apoio emocional.
- Ambulatórios e hospitais públicos: em algumas cidades, oferecem atendimento psicológico e psiquiátrico gratuito.
É totalmente ok desligar por um tempo, pode acreditar. Dar uma pausa ajuda a sentir-se melhor e a curtir mais o que você faz offline!
Onde encontrar
mais informações
Saiba como funciona o SUS para saúde
mental de crianças e adolescentes.
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