Transtorno do Espectro Autista (TEA)

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento no qual a criança apresenta dificuldades no desenvolvimento de habilidades sociais e de comunicação importantes, além de demonstrar interesses e comportamentos frequentemente restritos e repetitivos.

Geralmente, os sintomas do TEA são percebidos entre 12 e 24 meses de idade. Eles podem surgir mais cedo caso os atrasos no desenvolvimento sejam severos ou apenas após os 24 meses, caso os sintomas sejam mais sutis.

Os sintomas do TEA afetam as crianças principalmente de duas formas:

  • Dificuldades na comunicação e interação social;
  • Comportamentos e interesses restritos e repetitivos.

Nossa compreensão sobre o TEA mudou ao longo do tempo. No passado, as crianças recebiam diagnósticos diferentes, conhecidos como transtornos invasivos do desenvolvimento (TID):

  • Autismo
  • Síndrome de Asperger
  • Transtorno Desintegrativo da Infância (TDI)
  • Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação (TID-SOE)

Atualmente, todos esses diagnósticos são considerados parte do TEA. Como as crianças com TEA podem apresentar uma ampla variedade de sintomas e comportamentos, ele é chamado de “transtorno do espectro”.

O termo “espectro” se refere à diversidade de características e combinações de traços autistas que podem ocorrer em várias áreas, como comunicação social, consciência social, processamento sensorial, processamento de informações, comportamentos repetitivos e estilo de pensamento.

Quais são os sintomas de TEA?

O TEA se manifesta de forma diferente em cada criança, e nem toda criança apresenta todos os sintomas. Para algumas, os sintomas são leves; para outras, são mais graves.

Crianças com TEA geralmente apresentam sinais até os 2 anos de idade, embora em alguns casos os sintomas só sejam percebidos mais tarde. Algumas crianças inclusive perdem ou “regridem” em habilidades de linguagem, motoras ou sociais entre 1 e 2 anos de idade.

Os sintomas do TEA se dividem em duas categorias principais: déficits na comunicação e interação social; e comportamentos e interesses restritos e repetitivos. Os sintomas devem estar presentes desde o início da infância, mesmo que não causem dificuldades até mais tarde (por exemplo, quando as interações sociais se tornam mais complexas), e precisam causar prejuízos significativos em outras áreas da vida (social, familiar, escolar etc.).

Déficits na comunicação e interação social

  • Dificuldade em compreender emoções e perspectivas de outras crianças ou adultos
  • Dificuldade em compreender e utilizar a comunicação não verbal
  • Dificuldade em estabelecer e manter relações sociais

Comportamentos e interesses restritos e repetitivos

  • Movimentos motores, fala ou uso de objetos repetitivos ou estereotipados (como agitar as mãos, balançar o corpo, etc.)
  • Padrões ritualizados de comportamento (por exemplo, sempre fazer a mesma atividade no mesmo horário)
  • Interesses altamente restritos ou fixos
  • Hipo ou hiper-reatividade sensorial (como desconforto extremo em locais barulhentos, cheios ou muito iluminados)

Sintomas associados ao TEA

  • Atrasos no desenvolvimento da fala
  • Pouco ou nenhum contato visual
  • Evita abraços ou carinhos
  • Prefere brincar sozinho(a) ou tem dificuldades para brincar com outras crianças
  • Dificuldade em usar gestos para se comunicar
  • Fala em tom robótico ou melódico
  • Repete frases com frequência
  • Dificuldade em manter uma conversa
  • Dificuldade em fazer amizades
  • Repetição excessiva de ações
  • Grande dificuldade com mudanças de rotina
  • Enfileirar brinquedos em vez de brincar com eles
  • Foco excessivo em objetos ou assuntos específicos

Neurodiversidade se refere às diferenças na forma como o cérebro das pessoas funciona, não existe uma forma “correta” de funcionamento cerebral. Em vez disso, há uma ampla variedade de maneiras pelas quais as crianças percebem e respondem ao mundo.

Embora essas diferenças possam causar sintomas ou dificuldades, elas também podem ser acolhidas e incentivadas. Com apoio e tratamento, é possível reduzir os sintomas que interferem na realização dos objetivos das crianças.

Como o TEA é diagnosticado?

A variedade de sintomas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode tornar o diagnóstico desafiador. Às vezes, crianças com TEA recebem diagnósticos errados, como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), ou até são consideradas “normais”. Outras vezes, crianças são diagnosticadas com TEA sem preencherem os critérios necessários.

Para receber o diagnóstico de TEA, a criança precisa apresentar sintomas que envolvam tanto dificuldades sociais quanto comportamentos repetitivos. Esses sintomas devem interferir na vida diária e estar presentes ou serem notados até os 2 anos de idade, mesmo que não se tornem óbvios até mais tarde. O TEA pode ser classificado em três níveis de gravidade (ver tabela abaixo).

Níveis de gravidade do TEA

(TABELA)

Nível 1 – “Necessita de Suporte”

Comunicação Social:

Problemas na comunicação social são evidentes sem apoio. Podem incluir dificuldade em iniciar interações, responder aos outros ou demonstrar interesse social. Tentativas de fazer amizades podem parecer estranhas ou não ser bem-sucedidas.

Comportamentos Repetitivos:

Rigidez cognitiva ou comportamental causa dificuldades, como resistência à mudança de atividades, em diferentes contextos. Crianças e adolescentes mais velhos podem ter dificuldades com organização e planejamento, o que reduz sua autonomia.

Nível 2 – “Necessita de Suporte Substancial”

Comunicação Social:

Mesmo com ajuda, há grandes dificuldades com linguagem, linguagem corporal e socialização. Tentativas de interações são pobres, acontecem apenas quando o tema é de interesse, a comunicação é incomum ou há pouca motivação para se relacionar além das necessidades básicas.

Comportamentos Repetitivos:

Rigidez e comportamentos repetitivos são evidentes e causam dificuldades claras, como intolerância a mudanças ou frustração quando suas regras não são seguidas pelos outros.

Nível 3 – “Necessita de Suporte Muito Substancial”

Comunicação Social:

Mesmo com apoio, a linguagem e os gestos são extremamente limitados, impedindo interações eficazes. A criança raramente inicia ou responde a interações sociais.

Comportamentos Repetitivos:

Rigidez extrema e comportamentos repetitivos interferem significativamente na vida da criança. Mudanças ou transições geram grande sofrimento.

O diagnóstico de TEA é realizado por psiquiatras da infância, geralmente a partir de encaminhamentos feitos por pais, pediatras ou professores. A avaliação inclui observações comportamentais em diferentes contextos e considera o desenvolvimento global da criança. Deve envolver observação clínica e entrevistas com os cuidadores. Avaliações completas incluem informações sobre várias áreas do funcionamento da criança. Avaliar habilidades cognitivas, motoras, de linguagem e adaptação pode ajudar a identificar os tratamentos mais indicados.

Questionários específicos podem ser usados antes do rastreio formal (ex.: M-CHAT), conduzido pelo psiquiatra infantil. Entrevistas e testes de observação específicos (como o ADOS-2 e o ADI-R) também são utilizados para avaliar forças e fragilidades da criança, a fim de planejar intervenções individualizadas.

Fatos sobre o TEA

Prevalência mundial:

A prevalência do TEA entre crianças e adolescentes em idade escolar varia entre estudos, situando-se entre 1% e 2%. Uma revisão recente com estudantes europeus estimou a prevalência em 1,4%.

Impacto da condição no Brasil:

Apesar de dados limitados, a estimativa de prevalência de transtornos de TEA no Brasil é próxima de 0.8% em crianças e adolescentes.

Proporção entre os sexos:

Embora a proporção entre meninos e meninas com TEA seja comumente dita de 4:1, uma revisão recente sugere que a proporção real seja de 3:1, influenciada por vieses de gênero.

Idade mais comum de início:

Os sintomas devem estar presentes precocemente no período do desenvolvimento, ou seja, já nos primeiros anos de vida

Quais são os fatores associados ao TEA?

Alguns fatores comumente associados ao TEA incluem:

  • Fatores genéticos e familiares: Maior risco entre crianças com irmãos mais velhos com TEA. Outros fatores incluem idade materna acima de 35 anos e paterna acima de 45, além de obesidade ou hipertensão materna.
  • Complicações na gravidez: Como diabetes gestacional e exposição ao valproato durante a gestação.
  • Intervalo menor que 12 meses entre as gestações.
  • Nascimento prematuro.
  • Complicações no parto, como falta de oxigênio para o recém-nascido.

Estudos demonstram que não existe relação entre vacinas e autismo. A ingestão de ácido fólico durante a gravidez tem efeito protetor contra o TEA.

Quais outros transtornos podem ocorrer junto ao TEA?

Apesar das variações entre os indivíduos, o TEA frequentemente está associado a Deficiência Intelectual e Transtorno de Linguagem. Muitas crianças com TEA apresentam sintomas de outros transtornos mentais. Quando uma criança com TEA também preenche critérios para outro transtorno, como TDAH, Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação, transtornos de ansiedade ou transtornos do humor, esse outro diagnóstico também deve ser feito.

A epilepsia é comum entre pessoas com autismo, especialmente na presença de deficiência intelectual, e costuma surgir no início da adolescência.

Como o TEA é tratado?

Tratamentos comportamentais e psicossociais podem ajudar algumas crianças e adolescentes com TEA em áreas como cognição e funcionamento adaptativo.

Começar o tratamento precocemente é essencial, pois pode ajudar a criança a se comunicar melhor e a interagir socialmente, além de oferecer estrutura aos pais, que geralmente enfrentam dificuldades em manejar os comportamentos da criança e precisam de suporte especializado.

Diversas intervenções podem ser oferecidas em diferentes níveis:

  • Prevenir ou minimizar o agravamento dos sintomas: Seguir orientações médicas regulares e tratar comorbidades pode reduzir problemas de saúde mental. Intervenção precoce refere-se a um conjunto de serviços diagnósticos e terapêuticos oferecidos a crianças com transtornos do desenvolvimento e suas famílias antes dos 3 anos de idade. Quanto antes os serviços forem iniciados, maior o impacto em aprendizado, comportamento e funcionalidade.
  • Reduzir o impacto dos prejuízos na vida diária da criança: Serviços especializados e multidisciplinares incluem terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia e orientação familiar. Terapias comportamentais e cognitivo-comportamentais individuais, familiares e em grupo podem melhorar habilidades do cotidiano, cognição e habilidades sociais.
  • Apoiar a criança para que funcione melhor e tenha mais qualidade de vida: Essas intervenções buscam apoiar crianças e adolescentes com TEA em suas necessidades educacionais, engajá-los em programas de socialização e capacitação profissional, e prepará-los para a integração na comunidade ao se tornarem adultos. Adultos com TEA leve, e alguns com TEA moderado, podem viver de forma independente.

O tratamento do TEA normalmente envolve uma equipe multidisciplinar, que pode incluir pediatras, psiquiatras ou neuropediatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicopedagogos e assistentes sociais. Essa integração permite que sejam atendidas diferentes necessidades da criança e de sua família, do cuidado com a saúde até o suporte educacional e social.

Atualmente, não existe medicação específica para tratar os sintomas principais do TEA. No entanto, algumas crianças podem utilizar medicamentos para lidar com comportamentos agressivos ou outros comportamentos que causam sofrimento. Crianças com TEA também podem ser medicadas para tratar outras condições associadas, como ansiedade, depressão ou TDAH. Embora isso seja especialmente importante para aquelas com múltiplos diagnósticos, qualquer prescrição deve ser feita com cautela e acompanhamento profissional.

Referências

Clinical description, symptoms, and diagnostic information

– American Psychiatric Association. (2022). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders: Fifth Edition Text Revision DSM-5-TR. American Psychiatric Association Publishing, Washington, DC.

– Child Mind Institute. (2022, March 29). Complete Guide to Autism. https://childmind.org/guide/parents-guide-to-autism/

– Lord, C., Brugha, T. S., Charman, T., Cusack, J., Dumas, G., Frazier, T., Jones, E. J. H., Jones, R. M., Pickles, A., State, M. W., Taylor, J. L., & Veenstra-VanderWeele, J. (2020). Autism spectrum disorder. Nature Reviews Disease Primers, 6(1), 5. https://doi.org/10.1038/s41572-019-0138-4

– World Health Organization. (2022, February). ICD-11 for Mortality and Morbidity Statistics. 6A02 Autism Spectrum Disorder. https://icd.who.int/browse11/l-m/en#/http://id.who.int/icd/entity/437815624

Facts

– American Psychiatric Association. (2022). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders: Fifth Edition Text Revision DSM-5-TR. American Psychiatric Association Publishing, Washington, DC.

– Arango, C., Dragioti, E., Solmi, M., Cortese, S., Domschke, K., Murray, R. M., Jones, P. B., Uher, R., Carvalho, A. F., Reichenberg, A., Shin, J. I., Andreassen, O. A., Correll, C. U., & Fusar‐Poli, P. (2021). Risk and protective factors for mental disorders beyond genetics: An evidence‐based atlas. World Psychiatry, 20(3), 417–436. https://doi.org/10.1002/wps.20894

– Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). (2019). GBD Compare Data Visualization. Seattle, WA: IHME, University of Washington, Available from http://vizhub.healthdata.org/gbd-compare. (Accessed 11/15/2022)

– Kendler, K. S. (2013). What psychiatric genetics has taught us about the nature of psychiatric illness and what is left to learn. Molecular Psychiatry, 18(10), 1058–1066. https://doi.org/10.1038/mp.2013.50

– Loomes, R., Hull, L., & Mandy, W. P. L. (2017). What is the male-to-female ratio in Autism Spectrum Disorder? A systematic review and meta-analysis. Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, 56(6), 466–474. https://doi.org/10.1016/j.jaac.2017.03.013

– Polyak, A., Rosenfeld, J. A., & Girirajan, S. (2015). An assessment of sex bias in neurodevelopmental disorders. Genome Medicine, 7(1), 94. https://doi.org/10.1186/s13073-015-0216-5

– Sacco, R., Camilleri, N., Eberhardt, J., Umla-Runge, K., & Newbury-Birch, D. (2022). A systematic review and meta-analysis on the prevalence of mental disorders among children and adolescents in Europe. European Child & Adolescent Psychiatry. https://doi.org/10.1007/s00787-022-02131-2

– Solmi, M., Radua, J., Olivola, M., Croce, E., Soardo, L., Salazar de Pablo, G., Il Shin, J., Kirkbride, J. B., Jones, P., Kim, J. H., Kim, J. Y., Carvalho, A. F., Seeman, M. V., Correll, C. U., & Fusar-Poli, P. (2022). Age at onset of mental disorders worldwide: Large-scale meta-analysis of 192 epidemiological studies. Molecular Psychiatry, 27(1), 281–295. https://doi.org/10.1038/s41380-021-01161-7

Associated factors

– American Psychiatric Association. (2022). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders: Fifth Edition Text Revision DSM-5-TR. American Psychiatric Association Publishing, Washington, DC.

– Arango, C., Dragioti, E., Solmi, M., Cortese, S., Domschke, K., Murray, R. M., Jones, P. B., Uher, R., Carvalho, A. F., Reichenberg, A., Shin, J. I., Andreassen, O. A., Correll, C. U., & Fusar‐Poli, P. (2021). Risk and protective factors for mental disorders beyond genetics: An evidence‐based atlas. World Psychiatry, 20(3), 417–436. https://doi.org/10.1002/wps.20894

– Ghirardi, L., Kuja‐Halkola, R., Butwicka, A., Martin, J., Larsson, H., D’Onofrio, B. M., Lichtenstein, P., & Taylor, M. J. (2021). Familial and genetic associations between autism spectrum disorder and other neurodevelopmental and psychiatric disorders. Journal of Child Psychology and Psychiatry, 62(11), 1274–1284. https://doi.org/10.1111/jcpp.13508

– Hultman, C. M., Sandin, S., Levine, S. Z., Lichtenstein, P., & Reichenberg, A. (2011). Advancing paternal age and risk of autism: New evidence from a population-based study and a meta-analysis of epidemiological studies. Molecular Psychiatry, 16(12), 1203–1212. https://doi.org/10.1038/mp.2010.121

– Kendler, K. S. (2013). What psychiatric genetics has taught us about the nature of psychiatric illness and what is left to learn. Molecular Psychiatry, 18(10), 1058–1066. https://doi.org/10.1038/mp.2013.50

– Qiu, S., Qiu, Y., Li, Y., & Cong, X. (2022). Genetics of autism spectrum disorder: An umbrella review of systematic reviews and meta-analyses. Translational Psychiatry, 12(1), 249. https://doi.org/10.1038/s41398-022-02009-6

– Robinson, E. B., Samocha, K. E., Kosmicki, J. A., McGrath, L., Neale, B. M., Perlis, R. H., & Daly, M. J. (2014). Autism spectrum disorder severity reflects the average contribution of de novo and familial influences. Proceedings of the National Academy of Sciences, 111(42), 15161–15165. https://doi.org/10.1073/pnas.1409204111

Co-occurring disorders

– American Psychiatric Association. (2022). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders: Fifth Edition Text Revision DSM-5-TR. American Psychiatric Association Publishing, Washington, DC.

– Muskens, J. B., Velders, F. P., & Staal, W. G. (2017). Medical comorbidities in children and adolescents with autism spectrum disorders and attention deficit hyperactivity disorders: A systematic review. European Child & Adolescent Psychiatry, 26(9), 1093–1103. https://doi.org/10.1007/s00787-017-1020-0

– Mutluer, T., Aslan Genç, H., Özcan Morey, A., Yapici Eser, H., Ertinmaz, B., Can, M., & Munir, K. (2022). Population-Based Psychiatric Comorbidity in Children and Adolescents With Autism Spectrum Disorder: A Meta-Analysis. Frontiers in Psychiatry, 13, 856208. https://doi.org/10.3389/fpsyt.2022.856208

– Strasser, L., Downes, M., Kung, J., Cross, J. H., & De Haan, M. (2018). Prevalence and risk factors for autism spectrum disorder in epilepsy: A systematic review and meta-analysis. Developmental Medicine & Child Neurology, 60(1), 19–29. https://doi.org/10.1111/dmcn.13598

– van Steensel, F. J. A., Bögels, S. M., & Perrin, S. (2011). Anxiety Disorders in Children and Adolescents with Autistic Spectrum Disorders: A Meta-Analysis. Clinical Child and Family Psychology Review, 14(3), 302–317. https://doi.org/10.1007/s10567-011-0097-0

Interventions

– Correll, C. U., Cortese, S., Croatto, G., et al. (2021). Efficacy and acceptability of pharmacological, psychosocial, and brain stimulation interventions in children and adolescents with mental disorders: an umbrella review. World Psychiatry, 20(2), 244-275. https://doi.org/10.1002/wps.20881

– Hampton, L. H., & Kaiser, A. P. (2016). Intervention effects on spoken-language outcomes for children with autism: A systematic review and meta-analysis: Spoken-language outcomes for children with autism. Journal of Intellectual Disability Research, 60(5), 444–463. https://doi.org/10.1111/jir.12283

– Kulasinghe, K., Whittingham, K., Mitchell, A. E., & Boyd, R. N. (2022). Psychological interventions targeting mental health and the mother–child relationship in autism: Systematic review and meta‐analysis. Developmental Medicine & Child Neurology. https://doi.org/10.1111/dmcn.15432

– Lord, C., Brugha, T. S., Charman, T., et al. (2020). Autism spectrum disorder. Nature Reviews Disease Primers, 6(1), 5. https://doi.org/10.1038/s41572-019-0138-4

– Murza, K. A., Schwartz, J. B., Hahs-Vaughn, D. L., & Nye, C. (2016). Joint attention interventions for children with autism spectrum disorder: A systematic review and meta-analysis: Joint attention meta-analysis. International Journal of Language & Communication Disorders, 51(3), 236–251. https://doi.org/10.1111/1460-6984.12212

– Nahmias, A. S., Pellecchia, M., Stahmer, A. C., & Mandell, D. S. (2019). Effectiveness of community‐based early intervention for children with autism spectrum disorder: A meta‐analysis. Journal of Child Psychology and Psychiatry, 60(11), 1200–1209. https://doi.org/10.1111/jcpp.13073

– Siafis, S., Çıray, O., Wu, H., Schneider-Thoma, J., Bighelli, I., Kra use, M., Rodolico, A., Ceraso, A., Deste, G., Huhn, M., Fraguas, D., San José Cáceres, A., Mavridis, D., Charman, T., Murphy, D. G., Parellada, M., Arango, C., & Leucht, S. (2022). Pharmacological and dietary-supplement treatments for autism spectrum disorder: A systematic review and network meta-analysis. Molecular Autism, 13(1), 10. https://doi.org/10.1186/s13229-022-00488-4

– Tachibana, Y., Miyazaki, C., Ota, E., Mori, R., Hwang, Y., Kobayashi, E., Terasaka, A., Tang, J., & Kamio, Y. (2017). A systematic review and meta-analysis of comprehensive interventions for pre-school children with autism spectrum disorder (ASD). PLOS ONE, 12(12), e0186502. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0186502

– Tarver, J., Palmer, M., Webb, S., Scott, S., Slonims, V., Simonoff, E., & Charman, T. (2019). Child and parent outcomes following parent interventions for child emotional and behavioral problems in autism spectrum disorders: A systematic review and meta-analysis. Autism, 23(7), 1630–1644. https://doi.org/10.1177/1362361319830042

– Ung, D., Selles, R., Small, B. J., & Storch, E. A. (2015). A Systematic Review and Meta-Analysis of Cognitive-Behavioral Therapy for Anxiety in Youth with High-Functioning Autism Spectrum Disorders. Child Psychiatry & Human Development, 46(4), 533–547. https://doi.org/10.1007/s10578-014-0494-y

– Wichers, R. H., van der Wouw, L. C., Brouwer, M. E., Lok, A., & Bockting, C. L. H. (2023). Psychotherapy for co-occurring symptoms of depression, anxiety and obsessive-compulsive disorder in children and adults with autism spectrum disorder: A systematic review and meta-analysis. Psychological Medicine, 53(1), 17–33. https://doi.org/10.1017/S0033291722003415

Guias de Bolso

Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Onde encontrar
mais informações

Saiba como funciona o SUS para saúde
mental de crianças e adolescentes.

O que você
achou dos guias?

Conte pra gente o que você achou dos guias! Sua opinião pode nos ajudar a melhorá-los. Existe algum tema que você procurou e não achou?

Eu sou: