Sentir muito medo ou entrar em pânico de repente, sem um motivo claro
Ataques de pânico são assustadores. Um ataque de pânico é uma onda repentina de sintomas físicos intensos e muito desconfortáveis, como coração acelerado, suor, tremores, tontura, falta de ar e náusea.
Ao sentir esses sintomas, pessoas, inclusive crianças e adolescentes, muitas vezes acham que algo muito grave está acontecendo. Eles podem acreditar que estão morrendo, enlouquecendo ou perdendo o controle.
Embora durem alguns minutos, esses episódios são muito assustadores para quem passa por eles. Após a primeira crise, o medo de que outra aconteça pode levar o(a) estudante a evitar aulas, excursões ou atividades escolares.
O que é esperado?
Embora nossos corpos tenham um sistema de alarme natural que é ativado quando algo está errado para nos preparar para emergências, ataques de pânico não são uma reação esperada.
Normalmente, quando estudantes têm ataques de pânico, esse alarme dispara mesmo sem haver uma ameaça ou problema real.
Ataques de pânico podem ser desencadeados por situações específicas, mas muitas vezes acontecem de forma inesperada.
Muitos estudantes descrevem essa experiência como se o ambiente estivesse se fechando, como se não conseguissem respirar ou estivessem prestes a morrer.
Um ataque de pânico pode incluir:
- Sensação de perigo iminente
- Vontade de escapar
- Batimentos cardíacos acelerados
- Suor
- Tremores
- Falta de ar
- Sensação de estar engasgado
- Dor no peito
- Tontura
- Sensação de que as coisas não são reais
- Medo de perder o controle
- Medo de morrer
- Formigamento no corpo
- e calafrios ou ondas de calor.
O(a) estudante pode ter uma crise durante uma aula comum, no recreio ou em um momento de descontração.
A maioria dos estudantes que têm um ataque de pânico não terá outro. No entanto, alguns podem ficar tão preocupados com a possibilidade de ter um novo ataque que acabam evitando lugares ou atividades em que não se sintam seguros.
Essa preocupação pode aumentar as chances de novos episódios. É importante que educadores compreendam que, embora não sejam comuns, os ataques de pânico podem acontecer e são experiências muito assustadoras para os estudantes.
Quando devo me preocupar?
Estudantes que têm ataques de pânico, passam a temer ter outros episódios. Frequentemente ficam muito assustados com as sensações físicas, como coração acelerado, suor ou tontura, mesmo quando não estão tendo um ataque.
Esse medo faz com que prestem atenção exagerada a essas sensações e pensem que são sinais de que um novo ataque está por vir. Essa preocupação aumenta a ansiedade, o que torna mais provável que tenham novos ataques, criando um ciclo.
Ataques de pânico mostram que o(a) estudante está com dificuldades e precisa de atenção e apoio, mesmo que o ataque aconteça apenas uma vez. A ajuda precoce pode impedir que esse ciclo se fortaleça.
Sinais de preocupação podem incluir:
- Ter vivido um ataque de pânico
- Apresentar sintomas físicos repentinos
- Sentir perda de controle durante um ataque
- Temer desmaiar ou morrer durante o episódio
- Sentir que as coisas à volta não são reais
- Preocupar-se com a possibilidade de ter outro ataque
- Querer sair de lugares por medo de um ataque
- Evitar lugares ou atividades por medo de um ataque
- E não querer ficar sozinho(a) por medo de um ataque.
O que posso fazer para ajudar?
Durante um ataque de pânico, a escola precisa saber como agir, para garantir que o(a) estudante tenha um mínimo suporte imediato.
- Ajude o(a) estudante a respirar profundamente: incentive a respiração lenta e profunda, falando com calma e transmitindo segurança.
- Mantenha a calma: sua postura tranquila pode ajudar o(a) estudante a se sentir mais seguro(a).
- Ofereça um espaço seguro: disponibilize um ambiente calmo e confortável para o(a) estudante se acalmar.
- Incentive técnicas de ancoragem: ajude o(a) estudante a focar no que está ao redor, pedindo que descreva o que vê, ouve e sente.
- Promova o relaxamento: conduza o(a) estudante por exercícios de relaxamento ou alongamentos para aliviar a tensão muscular.
- Comunique-se com os cuidadores e a equipe de apoio: informe os cuidadores sobre o ataque de pânico e procure o apoio da enfermaria, do(a) orientador(a) escolar, psicólogo(a) escolar, ou direção.
- Crie um plano: trabalhe com o(a) estudante, cuidadores e equipe escolar para desenvolver um plano de manejo para possíveis ataques de pânico na escola.
Que tipo de apoio profissional posso buscar?
O primeiro passo é conversar com a família e sugerir o encaminhamento do(a) estudante a profissionais especializados, como pediatra, psicólogo(a) ou psiquiatra, conforme o caso.
É possível buscar atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O cuidado pode começar na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência da família do(a) aluno(a), onde a equipe de saúde pode fazer o primeiro acolhimento e encaminhar para serviços especializados, se necessário.
Outras formas de atendimento também estão disponíveis em:
- Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS i): oferecem atendimento contínuo e especializado para crianças e adolescentes com sofrimento psíquico mais intenso.
- Centros de Especialidades Médicas e Psicossociais: presentes em algumas cidades, com equipes multiprofissionais.
- Ambulatórios de hospitais universitários ou regionais: muitas vezes oferecem atendimento psicológico e psiquiátrico gratuito.
Quanto mais cedo esse cuidado for iniciado pelos cuidadores, maiores são as chances de recuperação e de prevenção de problemas emocionais no futuro.
Onde encontrar
mais informações
Saiba como funciona o SUS para saúde
mental de crianças e adolescentes.
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