Preocupações com o início do desenvolvimento

Você já percebeu que cada pessoa aprende as coisas em um ritmo diferente? Uns aprendem a ler rapidinho, outros demoram um pouco mais, e está tudo bem. Mas, às vezes, algumas pessoas têm mais dificuldade para aprender coisas novas ou fazer atividades do dia a dia sozinhas.

Isso acontece porque o cérebro dessas pessoas funciona de um jeito diferente, o que faz com que precise de mais apoio para aprender, se comunicar e realizar tarefas cotidianas.

O que é esperado?

Quando estamos crescendo, aprendemos várias coisas: sentar, engatinhar, andar, falar, brincar, estudar, fazer amigos, correr, pular, subir escadas e várias outras atividades.

Cada fase tem idades em que se espera que a gente aprenda certas habilidades, e isso é chamado de “marcos do desenvolvimento”.

Por exemplo, na infância, até os 5 anos, espera-se que os bebês e crianças consigam:

Habilidades sociais:

  • Mostrar objetos para um(a) cuidador(a) por volta de 1 ano
  • Apontar para objetos por volta de 1 ano de idade
  • Começa a brincar de faz de conta por volta do 1 ano e 6 meses (por exemplo, fingir que está dando comida a uma boneca ou falando ao telefone de brinquedo)
  • Participar de brincadeiras paralelas (brincar perto de outras crianças, mas não junto) por volta de 2 anos
  • Esperar sua vez em uma brincadeira por volta dos 2 anos e 9 meses
  • Dividir brinquedos ou objetos com outras pessoas, sem que alguém precise pedir, aos 3 anos de idade
  • Usar a imaginação de forma mais elaborada nas brincadeiras por volta dos 3 anos de idade (como criar histórias com personagens inventados, mundos imaginários ou situações mais complexas durante o brincar)
  • Ter um(a) amigo(a) preferido(a) por volta dos 4 anos.

Se você estiver observando que alguma criança próxima à você, de até 5 anos, pode estar com dificuldades em alguns desses aspectos, você pode ajudar.

Cada pessoa tem seu ritmo e sua forma de aprender, no entanto, é importante perceber se há dificuldades no aprendizado e se elas estão atrapalhando o dia a dia da criança, para que seja possível buscar ajuda e apoio.

Todo mundo pode aprender. Às vezes, só precisa de jeitos diferentes para que esse aprendizado seja legal e divertido!

Quando devo me preocupar?

Cada pessoa aprende no seu tempo e de jeito diferentes, mas existem alguns sinais que mostram que alguém precisa de ajuda extra para aprender a se desenvolver bem.

Geralmente, é preocupante quando a criança tem dificuldades para atingir marcos como se mover, andar, falar ou se comportar conforme o esperado.

Por exemplo:

  • Uma criança pode demorar mais que as outras para sentar, ficar de pé, andar ou correr.
  • Outra pode ter dificuldade para se comunicar ou se comportar bem com outras pessoas.
  • Uma criança pode não demonstrar interesse em brincar com outras crianças, ou interagir de formas incomuns, como bater ou jogar brinquedos.
  • Ou pode até mesmo perder habilidades que já tinha adquirido.

Mas atenção: existem diversos fatores que podem causar preocupações com o desenvolvimento de crianças, ok?

Por exemplo:

  • Problemas de visão ou audição
  • Transtorno do espectro do autismo, dificuldades de aprendizagem ou deficiência intelectual
  • Condições médicas (genéticas, congênitas, infecções)
  • Exposição pré-natal a substâncias tóxicas (como chumbo, álcool, drogas) ou traumas cranianos
  • Maus-tratos ou situações traumáticas

Por isso, se observar que alguma criança próxima à você apresenta alguma dificuldade de aprendizagem, é importante que você converse sobre isso com algum adulto de confiança. Eles poderão ajudar.

O que posso fazer para ajudar?

Se você perceber que está difícil para alguma criança próxima à você aprender ou fazer coisas do dia a dia, aqui vão alguns passos que podem ajudar:

  • Observe com atenção: Observe como a criança se movimenta, fala e brinca em casa ou no ambiente que você compartilha com ela. As crianças aprendem rápido, e os atrasos podem se acentuar com o tempo.
  • Identifique as dificuldades: Identifique se a dificuldade é na fala, movimentação, interação social etc., e informe a um adulto próximo que seja de confiança. Traga detalhes do que percebeu na criança, pois podem ser importantes em futuras avaliações profissionais.
  • Informe os cuidadores: Pai, mãe, avós, ou o responsável pela criança precisam saber o que está acontecendo. Nem sempre eles conseguem observar e você pode ajudar informando eles de que há ajuda profissional disponível.

Que tipo de apoio profissional posso buscar?

Lembra que falamos que conversar é o primeiro passo? Pois bem: falar com um profissional é uma forma ainda mais confiável de compartilhar sentimentos, preocupações e dificuldades.

Para isso, é necessário entender como cada profissional pode auxiliar:

  • Psicopedagogo(a):

Esses profissionais irão ajudar na dificuldade de aprendizagem da criança.

  • Fonoaudiólogo(a):

Se a dificuldade da criança for na fala ou na pronúncia de palavras, o(a) profissional da fonoaudiologia irá ajudar na reabilitação da linguagem.

  • Neurologista infantil ou neuropediatra:

Esses profissionais são indispensáveis para ajudar a criança a desenvolver habilidades motoras (do corpo) e cognitivas (do pensamento).

Lembre-se de conversar com algum adulto de confiança para buscar ajuda necessária e disponível!

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