Com certeza você já ouviu falar sobre bullying, certo?

Bullying é quando alguém passa por situações repetidas de agressão ou intimidação por colegas ou grupos.

Isso pode acontecer de várias formas: de modo físico, como empurrões, socos ou quebrar coisas; verbal, com apelidos, xingamentos ou piadas maldosas; psicológica, quando você é excluído(a), ignorado(a) ou alvo de boatos; e de modo digital, conhecido como cyberbullying, que acontece nas redes sociais, jogos ou aplicativos de mensagem.

Sofrer bullying geralmente é bem desagradável, e é natural que mexa com a autoestima, com a confiança e até com o rendimento na escola. Também é natural se sentir triste, com raiva, medo ou inseguro(a) nessas situações.

Ninguém merece passar por isso sozinho(a), e se estiver acontecendo com você, saiba que não é sua culpa.

Continue no guia para entender mais.

Quando provocações esperadas se tornam bullying?

Crescendo, você pode enfrentar momentos dolorosos ou embaraçosos, e a maioria de nós já foi alvo de provocações. Aprender a se reerguer após esses momentos é importante, pois essas provocações não nos definem enquanto pessoas.

No entanto, o bullying não deve ser ignorado, pois pode causar danos emocionais que podem durar muito tempo.

Provocações se tornam bullying quando:

  • Existe uma diferença de poder (alguém mais forte, mais alto(a), mais popular ou mais rico(a) se aproveita de alguém mais fraco(a) ou menor).
  • Existe uma intenção de causar dano (ameaças físicas ou verbais, rumores ou exclusão).
  • Acontece repetidamente, podendo durar dias, semanas, meses ou até anos.
  • Causa dano (afeta o bem-estar ou as atividades diárias na escola, em casa e no dia a dia).

Por que as pessoas praticam bullying?

  • Para se encaixar com outros que estão praticando bullying.
  • Porque são vítimas de bullying.
  • Para chamar atenção.
  • Porque são impulsivas e não sabem controlar isso.
  • Porque acham que os outros são cruéis, mesmo quando não são.
  • Porque não entendem o quanto suas ações machucam os outros.

O que é cyberbullying?

O bullying pode ser verbal, físico ou online (cyberbullying). Nos conectamos e fazemos amigos pela internet, mas comportamentos negativos também acontecem por lá. O cyberbullying é como o bullying tradicional, mas acontece online, usando ameaças, agressões, humilhações ou exclusão. Pode ser por meio de memes, montagens ou exposição, e ocorre repetidamente.

O cyberbullying pode ser feito por uma pessoa ou um grupo, usando e-mails, redes sociais ou salas de bate-papo. O(a) agressor(a) não encara diretamente a vítima e, frequentemente, se esconde atrás de um nome falso. Eles podem prejudicar suas vítimas a qualquer momento e expô-las a muitas pessoas.

Quando devo me preocupar?

O bullying é sempre uma preocupação, seja você testemunha, vítima ou praticante.

Todas essas situações são prejudiciais e precisam de atenção, pois podem levar a diversas consequências.

Problemas que o bullying pode causar:

  • Sentir muita tristeza, ansiedade ou desânimo por muito tempo
  • Se afastar de amigos e ficar sozinho(a)
  • Voltar para casa machucado(a) ou com coisas estragadas na mochila
  • Ter dores de cabeça ou de estômago, ou dizer que está doente para não ir à escola
  • Notas em queda ou perda de interesse pelas aulas
  • Ter dificuldades para dormir ou pesadelos frequentes
  • Comer muito menos ou muito mais do que antes
  • Se machucar de propósito, pensar em fugir ou até em não querer mais viver
  • Ficar mais agressivo(a) ou começar brigas.

Você não precisa lidar com o bullying sozinho(a)! Pedir ajuda é fundamental para interrompê-lo e receber o apoio que você merece.

O que posso fazer se eu (ou um(a) amigo(a)) estiver passando por isso?

Se você ou um(a) amigo(a) estão passando por bullying, aqui estão algumas coisas que podem ajudar:

  1. Peça ajuda a um adulto de confiança: Fale com um pai, mãe, familiar ou responsável. Eles podem te ouvir e te ajudar a encontrar soluções para interromper o bullying.
  2. Converse com um(a) professor(a): Os professores geralmente percebem o que está acontecendo entre os alunos.
  3. Fale com outros membros da equipe escolar: Se você não se sentir confortável para falar com um(a) professor(a), procure outro adulto na escola em quem confie.
  4. Evite reagir com violência, pois isso pode piorar as coisas.

Se você estiver sendo vítima de bullying, tente também estas ações:

  1. Pratique a assertividade: Pratique ser confiante, não agressivo(a). Ensaiar o que dizer e fazer com alguém de confiança pode ajudar.
  2. Encontre aliados: Converse com seus amigos e amigas sobre o que está acontecendo e veja como eles(as) podem ajudar. Estar com amigos(as) pode ajudar a se sentir mais seguro(a) e menos sozinho(a).
  3. Participe de atividades: Fazer coisas que você gosta e nas quais você é bom(a) pode aumentar sua confiança. Pode ser um exercício físico, uma atividade manual, aprender a tocar um instrumento ou participar de outro grupos.
  4. Escrever ou desenhar sobre seus sentimentos também ajuda a organizar pensamentos e reduzir a ansiedade.

Lembrar que o bullying não é culpa sua é essencial para se sentir mais confiante, certo? Pedir ajuda cedo é um passo importante para retomar o bem-estar emocional.

Que tipo de apoio profissional posso buscar?

É comum sentir vergonha, inadequação ou culpa ao enfrentar o bullying. Mas o apoio está disponível.

Profissionais da sua escola devem estar disponíveis para ajudar você, caso esteja enfrentando bullying ou conheça alguém que esteja passando por isso.

Você também pode ser atendido por um(a) médico(a), como um(a) pediatra, clínico(a) geral ou o(a) profissional da Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima se você estiver tendo dificuldades por estar passando por essas situações.

Esse profissional vai te escutar, entender o que está acontecendo e, se necessário, encaminhar você para um(a) psicólogo(a) ou psiquiatra, que são especialistas em saúde mental.

No SUS (Sistema Único de Saúde), você tem acesso gratuito a esses cuidados em locais como:

  • Unidades Básicas de Saúde (UBS): ponto de partida para receber orientações e encaminhamentos.
  • Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS i): serviços especializados para adolescentes que precisam de mais apoio emocional.
  • Ambulatórios e hospitais públicos: em algumas cidades, oferecem atendimento psicológico e psiquiátrico gratuito.

O mais importante é lembrar que você não precisa passar por isso sozinho(a) e que existem pessoas e profissionais prontos para te apoiar, ajudando você a se sentir seguro(a), confiante e amado(a)!

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